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30 de setembro de 2015

Perfil: Conheça um pouco mais sobre o ator Thiago Amaral, o Frederico, de "Cúmplices"

Natural de Porto Alegre aos 31 anos de idade o ator Thiago Amaral, o Frederico, de “Cúmplices de um Resgate” já fez passagem pela TV Record onde participou da telenovela “Rebelde” no ano de 2012, e também pela Rede Globo onde no ano de 2013 integrou o elenco de “Lado a Lado”, vencedora do Emmy Internacional de Melhor Novela, no mesmo ano Thiago deu vida ao personagem, Caio Ferreti, em “Sangue Bom”.

O ator que agora faz parte do casting do SBT também já passou pela TV por assinatura, onde participou da série “Preamar”, produzida pela HBO no ano de 2012. Na série Thiago deu vida, a Pepete, um jovem que sai do subúrbio carioca para tentar ganhar a vida nas praias da Zona Sul.

Em “Cúmplices de um Resgate” o ator dar vida ao personagem, Frederico, gerente de estilo no grupo ON-Enterprise, que vive dando em cima de Lurdinha (Renata Calmon), mas devido ao seu jeito afeminado acaba não sendo levado a serio. Os "foras" que o rapaz leva poderiam ser trágicos, se não fossem cômicos. Já que Iris aborda o tema com leveza e bom humor e Thiago Amaral nos presenteia com uma interpretação impecável, como de costume.

Ao nosso blog o ator revelou que, Frederico, “nasceu” de forma natural durante a preparação do elenco para a novela: “A preparação foi basicamente toda feita com meus colegas de cena e já no estúdio com as câmeras ligadas. O personagem foi nascendo e ganhando vida durante as gravações.” revelou ele ao SBT FÃ.

Thiago também nos revelou que ao realizar os testes para participar da novela teve seu nome cogitado para dois personagens, mas teve “sorte” de ter podido dar vida a Frederico: “Fiz teste para novela. Fui sugerido para dois outros papéis na novela, mas dei a sorte de poder interpretar Frederico.”

Já sobre suas inspirações o ator disse gostar de ver séries, filmes e acompanhar o trabalho dos colegas nas novelas.

Thiago que está se dedicando exclusivamente a seu trabalho em "C1R" se diz muito feliz com o sucesso de seu personagem: “Por enquanto estou me dedicando por completo a novela. Estou muito feliz com o sucesso do personagem.” concluiu ele.

Sobre a novela 

Substituta de “Chiquititas” a telenovela teve seu primeiro capítulo exibido em 3 de agosto de 2015, “C1R” estreou na vice-liderança, cravando 15.0 pontos de média, 15.9 de pico e 20.9% de share, contra 14.7 da Record e 25.2 da Globo. Foi à melhor audiência de primeiro capítulo das novelas infantis do SBT em três anos, superando as antecessoras.

Atualmente a novelinha infantil ocupa a terceira colocação no Ibope, mas continua conquistando ótimos índices de audiência para o SBT e é responsável em parte, junto com “Os dez mandamentos”, pelo baixo ibope da Rede Globo no horário, já que se mantém na casa dos dois dígitos.

Book de Thiago Amaral


Acompanhe o ator nas redes sociais:

Twitter: @thiagoAAmaral
Instagram: @thiagoaamaral
Facebook: facebook.com/thiagoamaral.real

Redação SBT Fã

12 de maio de 2015

Em entrevista exclusiva ao blog, SBT FÃ, o jornalista James Akel solta o verbo e explica o seu afastamento da TV

O jornalista, produtor, comentarista político e escritor brasileiro, James Akel, começou cedo na vida pública já que aos 4 anos de idade participou durante  6 meses do programa “Tamanho não é documento” onde respondia  perguntas sobre línguas, história, geografia e outros assuntos.

Aos 6 anos quando teve contrato de trabalho regular registrado com a TV Paulista, Akel, tornou-se o mais jovem apresentador infantil masculino da televisão.

Já na vida adulta, por muitos anos foi comentarista político do programa “Gente que fala”, na Rádio Trianon São Paulo, e realizou a apresentação, produção e direção do programa "Show das Dez" na alltv. Na TV seu último trabalho foi na reedição do programa "Aqui Agora" do SBT em março de 2008, onde atuou como comentarista.


Longe da TV desde então Akel mantém na internet um blog dedicado a TV e política onde comenta os diversos assuntos relativos aos dois segmentos. Em entrevista exclusiva ao blog, “SBT FÔ, James Akel solta o verbo e explica o motivo que lhe impede de voltar para as telinha; Confira:

SF - Crise financeira ou crise de criatividade o que mais tem afetado as emissoras de TV na atualidade?

JA - As crises sempre são de criatividade. Você tem a emissora de tv aberta e o que precisa é saber criar emoção e entretenimento. O grande exemplo é o sucesso das novelas antigas que o SBT passa toda tarde, com apenas 3 cenários simples e bastante emoção.

Os artistas nem são grande coisa mas sabem fazer arroz com feijão temperado. Qualquer artista nosso do grupo antigo é bem superior. Mas as novelas do SBT são feitas com emoção e por isto a dona de casa gosta. Veja o caso de Chiquititas que não custa nem 200 mil o capítulo contra 800 mil da TV Record e as duas dão o mesmo ibope.

SF - Neste ano de 2015 muito se falou a respeito da regulamentação da mídia, em sua opinião se o governo conseguir regulamentar a mídia, ou melhor, censurar a mídia o próximo passo será regulamentar a internet?
JA - Se o governo castrar a mídia será a instituição do comunismo no Brasil.
Se acontecer isto espero que as Forças Armadas defendam o povo e acabem com isto e deportem todos os comunistas.

SF - Competência ou influência qual desses dois adjetivos, digamos assim, mais contribuem para se conseguir um bom cargo nas emissoras de TV?

JA - Não existe nos dias atuais cargos ocupados por pessoas apenas pela competência.
Se não tiver bom padrinho pode esquecer que não trabalha em tv. Isto é desde o começo em 1950.

SF - Devido aos diversos escândalos de corrupção em nosso país, muitos têm defendido a volta do regime militar. Em sua opinião o Brasil merece voltar há uma época de opressão e repressão por conta de uma má gestão de um partido corrupto?

JA - Eu fiz TV durante o Regime Militar e fiz teatro também e editava uma revista. A censura atual velada ou a censura atual do politicamente correto é bem pior que a antiga. E isto podem pesquisar na web e vão ver o Antonio Fagundes falar a mesma coisa.

Na época do Regime Militar a gente tinha segurança, podia ir no teatro e voltar tarde pra casa, podia passar a noite de fim de semana em bares e tudo bem. Comparando as duas épocas eu preferia a do Regime Militar. Até os teatros naquela época estavam cheios e hoje vazios.

SF - Durante muito tempo ouvi dizer que o jornalismo do SBT era livre para se expressar e comunicar fatos que em outras emissoras eram censurados, mas depois da vinda de Rachel Sheherazade vimos que a emissora de Silvio Santos também tem suas limitações. O que tem tirado a total liberdade de expressão do canal?

JA - Por ser este um blog da linha do SBT eu prefiro não comentar o que impede o SBT de ter um jornalismo livre na política. Eu teria que falar sobre assuntos que prefiro não citar neste blog. Eu digo que tirando o programa do Cabrini e uma ou outra reportagem de investigação feita pelo Fabio Diamante, o restante infelizmente é jornalismo sem tempero.

Só continua a existir porque o Silvio contratou pessoalmente todos os apresentadores e gosta de todos eles e pra não mandar embora mantém o jornalismo do jeito que está. Não vamos esquecer que o Silvio ganhou a concessão do SBT das mãos do General Figueiredo. Às vezes parece que o Silvio se esquece disto.

SF - Sempre que leio seu blog vejo em suas publicações liberdade, imparcialidade e ética. E é por esse motivo que lhe pergunto se no Brasil, hoje, existe alguma emissora que em seu jornalismo trabalhe com essas três características fundamentais?

JA - Algumas emissoras podem não ter a liberdade que desejariam, mas todas elas tem se mantido com o máximo de imparcialidade. Eu posso não concordar com o formato de jornalismo de algumas mas não tenho visto perseguição nas reportagens e menos ainda falta de ética. As redes abertas não podem ter um jornalismo pesado de perfil político em seu conteúdo porque uma rede de TV aberta é a coisa mais poderosa que o país tem.

Então desde o caso da Escola de Base as emissoras botaram o pé no freio quando aparece algo que pareça ser algo e no fundo pode nem ser. Felizmente a Escola de Base foi um limite de lição que todos aprenderam. Hoje antes de grandes acusações as emissoras pensam bem

SF - Alguma vez você já recebeu ligação de algum dono de emissora insatisfeito com alguma publicação sua?

JA - Jamais nenhum dono de emissora me ligou pra nada.

Houve uma vez um caso de três diretores do SBT que falaram muito mal de mim no tweeter porque eu fiz um post contando como era a reunião entre eles e a Daniela Beyrute.

Eles me entenderam mal e fizeram o que achavam que deveriam fazer. Em 2011 a Daniela Beyrute me chamou pra conversar. Ela queria saber porque eu criticava tanto o SBT. Fui muito bem recebido por ela e durante um bom tempo eu expliquei cada crítica que eu fazia. Foi uma conversa bastante boa.Numa certa altura ela me perguntou se eu aceitaria ter esta conversa com o comitê artístico dela e eu disse que não me interessava.

SF - Seu último trabalho na TV foi no SBT onde você participou como comentarista na reedição do programa "Aqui Agora" em março de 2008. O que tem mantido você afastado das telinhas?

JA - Eu tive uma participação posterior num programa matutino da RedeTV. Na época a diretora artística da RedeTV me chamou e disse que me dava 30 minutos do programa pra eu fazer o que eu desejasse. O programa da manhã dava 0,6 e criei um quadro que dava 1,9.

Passou um mês e eu falei que não iria fazer de graça porque a apresentadora do programa que dava 0,6 ganhava mais de 100 mil reais e eu queria receber pra fazer meu quadro. Ela falou que não tinha dinheiro pra me pagar e deixei de fazer o quadro.

Tenho as portas fechadas no SBT, TV Record e RedeTV. A TV Band não existe artisticamente enquanto Diego Guebel existir ali. Então não existe chance de nenhum projeto meu estar mais em tv.

Sei que tenho inimigos na área artística do SBT, na párea de jornalismo do SBT, na área artística da TV Record e em toda RedeTV. Não tenho nenhum espaço pra voltar a fazer tv. Já fui o mais jovem apresentador de tv do mundo com contrato assinado. Já fui líder de ibope por 4 anos protagonizando seriado infantil com prêmios.

Fui pioneiro em webtv. Fui o primeiro a fazer transmissão com skype no Brasil pra webtv quando nem tv aberta fazia. Sei que não tenho mais espaço nos dias atuais mas não preciso de tv pra viver nem pra ganhar dinheiro. Acho graça de diretores que fazem tanta merda quando é tão simples fazer tv aberta. Mas isto é pra quem sabe e não pra quem quer.

SF - Quais são os seus projetos para este ano de 2015?

JA - A vida é o que acontece com a gente enquanto fazemos planos.

SF - Akel para finalizar gostaria de lhe pedir para participar de um bate e volta:

Família...Base de tudo

Dinheiro...Jogo

Ética...Caráter

Política...Eternamente suja

TV...O maior invento de entretenimento da história humana

Deus...Meu pai

Acesse o blog de James Akel: http://jamesakel.zip.net/

Redação SBT FÃ

21 de junho de 2012

Beto Marden entrevista Johnny Depp e Tim Burton para o Domingo Legal

Beto Marden foi aos EUA se encontrar com Johnny Depp e o diretor Tim Burton. Marden falou com eles sobre o filme "Sombras da Noite", que estreia amanhã. A entrevista vai ao ar no "Domingo Legal" (SBT), às 11h.

Fonte: Alan de Faria (Zapping)

22 de outubro de 2011

Em entrevista, Paulo Nogueira se revela preocupado com interinidade

Paulo Nogueira está no SBT desde os tempos de Boris Casoy no TJ BrasilO SBT confirmou oficialmente na manhã desta 4ª.feira (19/10) a saída de Alberto Villas da Direção de Jornalismo, informação que corria o mercado havia cerca de uma semana. A decisão, de comum acordo, segundo nota da emissora, implicou a rescisão do contrato de cinco anos que ele assinou com a emissora em abril (ver J&Cia 787), sucedendo a Luiz Gonzaga Mineiro, que havia deixado o posto no final de fevereiro. Villas esteve antes, por 14 anos, na Globo, os últimos dez como coordenador de Redação do Fantástico, em São Paulo. Essa foi sua segunda passagem pelo SBT, onde no início da década de 1990 criou e editou o Jornal do SBT, então apresentado por Lillian Wite Fibe e depois por Eliakin Araújo e Leila Cordeiro. É autor de cinco livros: O mundo acabou, Afinal, o que viemos fazer em Paris?, Admirável mundo velho!, Onde foi parar nosso tempo? (Editora Globo) e Carmo (Conceito). O nome mais cotado para substituí-lo é o de Paulo Nogueira, que atualmente responde pelo Jornalismo do SBT no Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva à editora regional de J&Cia Cristina Vaz de Carvalho, Nogueira falou sobre a possibilidade de assumir o posto.

Jornalistas&Cia – O que tem a dizer sobre sua promoção?Paulo Nogueira – Essa é uma história que não foi consumada. Nada foi resolvido ainda. É engraçado quando estamos do outro lado e vemos como isso funciona. Saíram notas dando como certo, e ninguém me perguntou o que penso. Você é a primeira a me ligar para saber.

J&Cia – Então, o que existe de concreto?
Nogueira – Fui convidado para exercer a função provisoriamente, e estou conversando. Tenho algumas perguntas sobre como a interinidade vai funcionar na prática. Nada foi acertado.

J&Cia – Por que interino?Nogueira – Não sei. Pode ser que tenham outra pessoa em vista.J&Cia – E qual o prazo para essa conversa?Nogueira – Uns dias, não há prazo. Se eu aceitar, meu horizonte seria até o fim do ano, para avaliar a situação; afinal, são mais de 20 anos de janela.

J&Cia – Há quanto tempo está no SBT?Nogueira – São quase 15 anos, em duas passagens. Nove na primeira, e mais de cinco agora. Tenho uma vida montada no Rio, preciso ver como vou fazer. E a redação aqui passa por um momento difícil, com tantas coisas que aconteceram. O que está em discussão é uma função interina, e como isto vai ocorrer.

Fonte: Jornalistas & Cia

7 de outubro de 2011

Confira a entrevista de Celso Portiolli para a UOL



Considerado o substituto de Silvio Santos, o apresentador do “Domingo Legal”, Celso Portiolli, nega relatos publicados recentemente de que se tornará sócio de Silvio Santos.“Não existe essa possibilidade, eles [SBT] não falaram nada sobre isso e nem vão falar. O ‘Domingo Legal’ é um programa diferenciado com altos custos. Essa regra de 50 a 50 funciona só para alguns. Contrato de sociedade não é rentável, seria uma desvantagem para mim”, diz referindo-se a forma de contratação dos apresentadores Ratinho e Raul Gil.

Em entrevista ao UOL Televisão, o apresentador conta que em 17 anos de SBT sua carreira teve altos e baixos, o que o levou para terapia. “Não existe nenhum um animador que tenha passado pelo o que eu passei. Vivi em uma montanha russa na minha carreira, quando estava bem no ar, no auge, o programa saía sem nenhuma explicação e tudo sumia das minhas mãos. Foi aí que comecei a exercitar minha paciência e sofrer calado. Fiz duas sessões de terapia e depois de ficar muito triste, vi que não posso sofrer pelas atitudes dos outros.”

Com contrato vencendo em novembro, Portiolli conta que os responsáveis já começaram a negociar sua permanência na rede televisiva. “As partes já estão conversando, mas ainda não falaram comigo.” Questionado se recebeu proposta de trabalho de outras emissoras ou se trocaria o SBT, ele não quis dizer se sim ou se não, mas afirmou: “Preciso trabalhar.”

Aos 44 anos, dono de duas emissoras de rádio, pai de três filhos, casada com a mesma mulher há 20 anos, Portiolli ingressou em três cursos universitários – comunicação, administração e engenharia --, mas por conta do sonho de ser radialista e apresentador de TV não conseguiu concluir nenhuma faculdade. “Era convidado para apresentar programas de rádio em outras cidades e ia, não importava se estava estudando ou não. Tinha o objetivo de chegar a São Paulo antes dos 21 anos e trabalhar em uma grande emissora. A grande paixão na minha vida sempre foi o microfone, mais do que a TV.” Leia abaixo a entrevista completa com o apresentador.

UOL - Como é apresentar o “Domingo Legal”, após ter ficado sem programa na televisão durante dois anos?Celso Portiolli - Veio na hora certa, justamente quando eu decidi dar uma guinada na minha carreira e queria trabalhar. O público estava cobrando. Tanto é que no primeiro dia eu não senti medo nenhum na hora de apresentar o “Domingo Legal”, pois havia muita gente na torcida, desde o cara da portaria até a vice-presidência do SBT. Deus escreve certo por linhas tortas.

UOL - Você gostaria de experimentar um novo formato de programa?Celso Portiolli -Eu já fiz tanta coisa na televisão. Estou muito feliz agora, gostaria de manter essa fase. O “Domingo Legal” é um programa de variedades, dá para misturar reality show, game, é uma colcha de retalhos. Eu consigo fazer tudo o que gosto na TV com o programa que tenho neste momento. Quero trabalhar até 2024 na TV, quando completo 30 anos de carreira, e depois colocar alguém em meu lugar, mas não sei... Todo mundo aposta comigo que não vou parar.

UOL - Como você avalia sua trajetória?Celso Portiolli - Com 20 anos de idade eu já estava em São Paulo e resolvi voltar para o Paraná para cuidar do meu pai, que estava muito doente e recomecei minha carreira. Quando retornei a São Paulo já era vereador, tinha loja, promovia shows, dirigia duas emissoras de rádio, estava pronto para casar e morar no interior. Joguei tudo para cima pelo sonho de ser apresentador de televisão. Trocar o certo pelo incerto mostrou que eu era extremamente determinado. Depois da minha determinação, o que mais me marcou foi a minha perseverança. Não existe nenhum um animador que tenha passado pelo o que eu passei. Vivi em uma montanha russa na minha carreira, quando estava bem no ar, no auge, o programa saía sem nenhuma explicação e tudo sumia das minhas mãos. Foi aí que comecei a exercitar minha paciência e sofrer calado. Fiz duas sessões de terapia e depois de ficar muito triste, vi que não posso sofrer pelas atitudes dos outros. A única vez que eu reclamei foi quando vi minha família sofrendo. Hoje eu dou muito valor para tudo o que eu tenho, pois não foi fácil, nada veio de “mão beijada”. Sempre com muita luta, perseverança e sofrimento.


UOL - Qual sua relação com o Silvio Santos?Celso Portiolli - Ele manda e eu obedeço [risos]. Ele é muito tranquilo, hoje minha relação com ele é muito boa. O SBT é a melhor emissora para trabalhar, é um ambiente familiar onde todos se conhecem, se gostam e se ajudam. Eu vejo o Silvio [Santos] a cada três anos. Ele é muito gentil.

UOL - Como você vê o SBT no cenário televisivo brasileiro atual?Celso Portiolli - O SBT está passando por uma fase muito bacana, acabaram com o problema de instabilidade na grade de programação, que os telespectadores reclamavam. Isso fez com que as pessoas retomassem a acompanhar a emissora, isso é importante.

UOL - Quais as grandes apostas do SBT, em sua opinião? Você se considera uma aposta?Celso Portiolli - O SBT é um celeiro de talentos, sempre deu oportunidades para todos. A Patrícia [Abravanel] tem surpreendido a todos. Eu sempre fui uma grande aposta do SBT. Ninguém investe 15 anos em um profissional para não colher frutos.

UOL - Por muito tempo algumas pessoas te rotularam como “substituto”, como você lidava com isso?Celso Portiolli -Os comentários não incomodaram, mas sim a forma excessiva de como a mídia usou isso. Saía uma foto minha e a legenda era “substituto do Silvio Santos caminha”. Mudaram o meu nome e isso é chato. Essa história de substituição é inviável. O investimento que o SBT fez em mim é para que eu possa fazer um bom trabalho na emissora em qualquer dia e qualquer horário.

UOL - Você mudou sua maneira de apresentar e o jeito de se vestir para se desvencilhar do “título” de imitador do Silvio Santos?Celso Portiolli -Quando eu apresentava o programa “Namoro na TV”, usava roupa esporte e ele [Silvio Santos] pediu para eu usar uma roupa mais séria. Como o “Domingo Legal” é um programa forte em merchandising uma roupa social passa mais credibilidade, mas como o programa começa às 10h, não estava dando certo a imagem com paletó. Isso começou a me incomodar e resolvi usar uma roupa mais solta. Fiquei mais à vontade, a apresentação ficou mais solta, a roupa às vezes engessa. Pelo o que vi no Twitter as pessoas estão gostando.

UOL - Você acha que o Silvio te trata de maneira diferenciada, em relação aos outros apresentadores? Por quê?Celso Portiolli - Não. O Silvio [Santos] trata todos os artistas de maneira igual. As pessoas acham isso porque ele me deu uma oportunidade, mas isso não tem nada a ver...

UOL - Seu contrato será por tempo indeterminado, como tem acontecido com a maioria dos apresentadores da emissora?Celso Portiolli - Não. Eles não oferecem 50 a 50 e eu não aceito contrato por tempo indeterminado, porque no primeiro arranca-rabo eu saio fora [risos]. Contrato de sociedade não é rentável, seria uma desvantagem para mim. Eu já tive todos os tipos de contratos com o SBT, renovei muitos com eles já.

UOL - O diretor Dirlan Jorge, que trabalhava com você, foi afastado do SBT e agora trabalha com Gugu (após uma auditoria constatar irregularidades no quadro "Construindo um Sonho”). Vocês ainda mantêm contato?Celso Portiolli - O Dirlan pediu a auditoria, indicou fatos para investigarem e foi injustiçado. Eu não me meto em conta de programa, dinheiro, quanto gasta ou não. Fiquei chateado com as notícias que envolveram o nome dele [Dirlan] injustamente. Ele é meu amigo, isso foi muito chato.

UOL - Como é o Celso empresário? Você é dono de quantas emissoras de rádio?Celso Portiolli - Entrada e saída. Tenho uma empresa que presta serviço para o SBT, na área de apresentação e, por enquanto, só duas rádios (ótima FM, no interior de São Paulo), pretendo ter quatro.

UOL - Quem é seu ídolo na TV. Por quê?Celso Portiolli - O Silvio [Santos], pois é o profissional mais dedicado que eu conheço. Ninguém assiste as suas próprias gravações com tantos anos de carreira. Até hoje ele assiste e se corrige.

UOL - Você foi vereador com 24 anos em Maringá, como surgiu seu interesse pela carreira política?Celso Portiolli - Fiquei famoso na cidade [Ponta Porã, Mato Grosso do Sul], era querido, fui convidado para me candidatar e fui o mais votado. Isso serviu para mostrar que eu não devo ser candidato nos próximos 13 anos. Era muito novo. Não tenho vontade e nem pretensão com a carreira política.

UOL - Como você vê o Brasil no cenário político atual?
Celso Portiolli - O país está bem. A população tem elogiado a Dilma e a postura que ela tem adotado com as trocas de ministros. O Brasil tem muito mudar ainda, principalmente alguns políticos, que não fazem nada.

21 de setembro de 2011

"De Frente Com Gabi".


"Ronaldo vai voltar a jogar no Corinthians", diz Andrés Sanchez no De Frente Com Gabi

Para a estreia da segunda edição do programa "De Frente Com Gabi", que vai ao ar hoje, quarta-feira, 21 de setembro, Marília Gabriela recebe em sua bancada o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Ele vem ao programa e comenta diversos assuntos, dentre eles o final de seu mandato, as relações do esporte com a política e as polêmicas envolvendo a construção do estádio do time paulista.


Andrés Sanchez (Foto: Divulgação/SBT)

Confira abaixo as melhores frases da entrevista:
• Ronaldo vai voltar a jogar no Corinthians no ano que vem.
• Ele vai emagrecer, fazer regime e vai jogar na abertura do estádio. (sobre Ronaldo)
• Se ele me quiser como sócio eu entro em qualquer um dos negócios dele de olho fechado (sobre Ronaldo Nazário)
• Ele tem que seguir a lei da CLT. Foi multado como todo jogador que chega atrasado. (sobre Adriano)
• Mais uns 15 dias ele tá jogando (sobre Adriano)
• Tecnicamente o Adriano é indiscutível. Até agora, fora a falta de segunda, ele tem cumprido tudo.
• Eu peguei o Corinthians em “terra arrasada”.
• Nunca prometi títulos. Prometi resgatar as bases, a credibilidade do Corinthians.
• Os próximos presidentes é que vão ganhar títulos. 
• Eu acho que estão pegando muito no pé dele sem provas. (sobre Ricardo Teixeira).
• Eu não trabalho com a possibilidade de ser presidente da CBF. 
• Algumas pessoas como o Lula, a Dilma, eu já conhecia. Minha família era sindicalista e eu sou petista.
• Nunca prometi estádio. Fui 50 anos enganado e não queria enganar meus filhos.
• Por mil razões o Morumbi foi vetado. Precisavam de um lugar para a abertura da copa. 
• Eu já tenho as minhas convicções para não ser político.
• Eu não me sinto perseguido, me sinto discriminado, o que é pior. Isso por não ter feito um curso universitário, por não falar o português correto.
• Pra mim ninguém pediu nada. As negociações do estádio foram o mais aberto possível.
• Temos até 820 milhões (para os gastos com o estádio)
• Eu assumo que ando um pouco mais bruto, mais rude.
• Tô esgotado de paciência, é muita cobrança.
• Muitos corinthianos são corinthianos só para cobrar.

SBT tem entrevista de Kajuru com goleiro Bruno

Coube ao jornalista Jorge Kajuru o furo policial do ano: ele obteve a primeira entrevista exclusiva e oficial com o goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo, acusado de envolvimento na morte de Elisa Samúdio em junho de 2010. Kajuru entrevistou o jogador após seis meses de negociações. A entrevista durou cerca de 1h30 e ocorreu na semana passada, em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), onde o jogador está preso.

Procurado na noite desta terça, em um evento em São Paulo, Kajuru confirmou ter a entrevista, mas se recusou a adiantar trechos. Kajuru obteve o feito pela TV Esporte Interativo, uma emissora UHF criada há 4 anos, e dedicada somente a esportes. A emissora e o SBT têm parceria. Kajuru também é funcionário do SBT, com quem tem contrato até 2016. 
Nesta quarta-feira, Silvio Santos deve assistir à íntegra da entrevista e decidir se: 1) ela será publicada; 2) em qual programa --se nos telejornais, no "SBT Repórter" ou em outra atração da casa.

Indagado pela reportagem sobre sua impressão à respeito da culpabilidade de Bruno no caso, Kajuru disse apenas que saiu da entrevista com "mais dúvidas".

Além do SBT, Jorge Reis da Costa, o Kajuru, 50, já trabalhou na RedeTV!, Cultura, Band e ESPN. Também fez programas exclusivos para internet. É conhecido por seu temperamento explosivo, o que já lhe rendeu inúmeras ações judiciais e inimigos. Seu melhor amigo, porém, é José Luiz Datena, da Band.

13 de setembro de 2011

Êxito de Tiago Abravanel como Tim Maia

http://caras.uol.com.br/media/images/large/2011/09/13/img-323904-o-sucesso-de-tiago-abravanel-como-tim-maia.jpg 
Neto do apresentador Silvio Santos (80), Tiago Abravanel (23) nunca esteve à sombra do avô para conseguir seu espaço. Como qualquer aspirante aos palcos, enfrentou disputadas maratonas de testes para protagonizar o elogiado musical Tim Maia – Vale Tudo, no qual interpreta o ídolo da MPB, morto em 1998. “Estudo teatro desde os oito anos. Muitas pessoas não sabem da minha história, mas já fiz espetáculos como Miss Saigon e Hairspray, cantava para valer. Mas, com esse trabalho, mostro que é impossível segurar uma bronca dessas apenas com um sobrenome. Se eu não estivesse preparado, seria devorado pelos leões”, afirma, no Teatro Carlos Gomes, Rio, onde em um mês já foi aplaudido por 18000 pessoas. Contrariando a máxima de que avós sempre mimam netos, Tiago diz que Silvio jamais fez o tipo coruja. E, desde cedo, o incentivou a trabalhar. “Ele não é de passar a mão na cabeça de ninguém. Jamais vi meu avô bajulando a família, apesar de estar sempre a postos para ajudar. Educou minhas tias e meus primos para batalharem e não ficarem nas costas dele”, diz, antes de se apresentar em Recife e Curitiba, e, no dia 30, retornar à temporada carioca no Teatro Casa Grande.

– Como é ser neto do Silvio?
– Difícil. Desde pequeno, sempre percebi que algumas pessoas se aproximavam por interesse. Até hoje sinto isso claramente. Sempre valorizei o artista e o ser humano que ele é, mas não cresci pensando nisso. Tenho orgulho, mas é simplesmente o pai da minha mãe.

– Você deixou a novela do SBT Amor e Revolução para se dedicar ao espetáculo sobre Tim. O que Silvio achou da decisão?
– Assim como não participou da minha escolha para o elenco, também não interferiu na saída. Não conseguiria me dedicar aos dois trabalhos. Seria impossível, havia menos de dois meses para a preparação do musical. Meu avô ficou feliz por eu ter conseguido o papel. Ele disse: ‘Que maravilha! Nunca imaginei que um dia haveria um Tim Maia na família’.

– Apesar de ter escolhido ser ator, seu avô nunca cobrou que cuidasse dos negócios dele?
– Meu avô, não. Mas as pessoas próximas e a sociedade em geral, sempre. Se um dia tiver que tocar os negócios pelo bem da família, ok, vou em frente. Mas não é meu sonho. Quero viver muitos personagens, isso sim.

– Como surgiu a oportunidade de viver Tim Maia no palco?
– Estudo teatro e canto há bastante tempo. Então, vi que era um pouco mais completo nesse sentido. Porém, muitos elementos poderiam ir contra. Primeiro, sou novo, segundo, neto do Silvio Santos, terceiro, um branco interpretando um negro, e, quarto, um paulista dando vida a um carioca da Tijuca. São motivos que levaram algumas pessoas a se perguntarem: ‘O que ele está fazendo no palco?’ Cheguei a ouvir isso.

– Você pesa 115 quilos e isso ajudou a conseguir o papel. Sempre esteve acima do peso?
– A vida inteira. Eu já nasci uma bolota. (risos)

– E sempre encarou na boa?
– Não. Pensava que a sociedade não me aceitaria por ser gordo. Me perguntei inúmeras vezes se conseguiria trabalhar ou namorar. A adolescência foi a pior fase. Mas com o tempo, caiu a ficha. Pensei, ou aproveito a vida assim, ou faço uma cirurgia de redução do estômago. Optei pela primeira opção.

– Tentou reverter a situação?
– Fiz todas as dietas conhecidas e desconhecidas. No entanto, apesar de ser gordo, nunca fui sedentário. As pessoas não acreditam quando veem 115 kg pulando no palco durante a peça.

– Você tem algum sonho?
– Queria ser bailarino, mas não consegui. Me boicotei por medo de sofrer preconceito, afinal, aos olhos de muita gente, é uma profissão de mulher. Na infância, perguntei à minha mãe, Cintia Abravanel, porque homem não podia dançar. Ela disse: ‘E quem disse que não pode?’ Já meu pai, Paulo Gomes, não gostava muito da ideia. Nunca me vetou diretamente, mas no meu aniversário, me deu uma luva de boxe de presente. Outro sonho é viver o personagem Shrek no teatro. Acho que me identifico pelo físico, mas, principalmente, por ser um tipo aparentemente não muito aceitável, mas que é do bem e tem muito a dizer.

3 de setembro de 2011

No teatro, Tiago Abravanel diz: ‘Sofro preconceito por ser neto do Silvio Santos’

http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,56449744-EXH,00.jpg
Ele podia te optado por ser apenas neto de Silvio Santos, e ter uma vida bem confortável. Mas Tiago Abravanel, 23 anos, quis mais, quis ser ator. Não de novelas do SBT - apesar de já ter atuado em uma trama da emissora do avô, a convite do autor Tiago Santiago -, mas de musicais, uma paixão que cultivou desde criança vendo desenhos da Disney.

“Sempre fui fascinado pelos desenhos da Disney, fascinado pela possibilidade de juntar interpretação, música e dança. Aliás, sou um bailarino frustrado (risos)”, diz o gordinho, que no palco do teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, bota para quebrar na pele de Tim Maia no musical “Tim Maia - Vale Tudo”, que tem direção de João Fonseca, e é inspirado no livro do jornalista Nelson Motta.

O caminho mais longo e improvável tem dado certo. A primeira temporada, que iria até o dia 4 de setembro, lotou; a segunda que foi estendida até o dia 11, esgotou, e Tiago já comemora a terceira empreitada a partir do dia 30 no palco do teatro “Oi Casagrande”. “Tem cambista na porta! Nunca vi isso em teatro”, diz ele.

http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,56449701-EXH,00.jpgPara saber mais sobre o neto do “Homem do Baú”, o EGO foi conversar com Tiago Abravanel, e acompanhar sua incrível transformação no homem que achava que valia tudo.

Como ficou sabendo do papel para viver Tim Maia?
Soube que tinham aberto testes para o papel principal, que era muito específico. Mandei meu material e, na semana seguinte, me falaram que eu tinha passado. A princípio, eu ia dividir o papel com outro ator, mas na primeira leitura, o João Fonseca, diretor do espetáculo, disse que gostou de mim e que eu podia fazer as duas fases do Tim.

.Entre no clima, e leia a matéria ouvindo alguns dos sucessos de Tim Maia 

Qual era a sua ligação com Tim Maia?
Não era fã porque, quando ele morreu, eu era muito novo. O Tim não fazia parte da minha vivência, mas sempre ouvia a música dele em alguma festa. Mas nunca tinha pensado em cantar Tim Maia profissionalmente.

A peça é baseada no livro do Nelson Motta e conta uma história de vida muito louca. Em algum momento você chegou a julgar ou se assustar com o Tim?
A gente sempre defende um personagem. Mas nunca tinha feito um personagem que realmente existiu, uma figura que teve no meio de muitas pessoas e ainda está no subconsciente de muita gente. Li o livro, vi mais de 20 horas de vídeo, ouvi quase a discografia toda dele, além de ter tido contato com pessoas que conviveram com ele. Tive um universo de pesquisa muito grande, e já me peguei pensando: “Velho, olha o que você fez com sua vida?” (diz em tom bravo), mas ao mesmo tempo, eu consigo entender. A grande exposição da sua imagem, da sua arte, pode tirar seu pé do chão. Não vale você ganhar o mundo e perder a si mesmo. O Tim era um artista, mas acima de tudo, era um ser humano sem limites. Se ele podia ir até a página três, ele ia até a cinco. Se ele podia cheirar seis carreiras de cocaína, ele cheirava doze! Ele era extremista tanto para o lado positivo, quanto para o lado negativo.

Você tinha noção de que faria esse sucesso todo?
Quando me falaram sobre o musical, achei muito bacana, e imaginei que no Rio de Janeiro haveria uma comoção maior por ele ser daqui. Mas nunca imaginei que seria esse furacão. Tem cambista na porta! Nunca vi isso em teatro. Antes de estrear, fizemos uma apresentação para a imprensa, e as pessoas diziam que já era um sucesso antes de estreia. Depois que estreou então, virou o que está sendo até hoje.

Quanto tempo você teve de preparação?
Um mês e meio só, foi pouquíssimo tempo. Estava gravando a novela “Amor e Revolução” quando me chamaram. Saí da trama em três semanas. Comecei a ensaiar no dia 16 de junho, e no dia 28 de julho fazia a primeira apresentação.

Você teve que fazer alguma mudança física para o personagem? Engordar, por exemplo?
Nada! Muito pelo contrário! Até emagreci com os ensaios, perdi quase sete quilos. Eu tinha bigode e barba na novela. Tirei a barba, e deixei a costeleta e o bigode.

Imagino que você sempre tenha sido gordinho. Isso já foi um problema na sua vida?
Sim, nasci bolota (risos)! Na adolescência, tive crise sim. Como ator, já quis muito um personagem, mas não pude fica com ele por estar acima do peso. Mas nunca me limitei por causa disso. No teste para o musical “Miss Saigon”, por exemplo, me disseram que tinham gostado de mim, mas teria que emagrecer. O segundo teste seria um mês depois, e emagreci 12 kg. Quando cheguei no ensaio, o povo me olhou e perguntou: “O que você fez? (risos)”.

Agora, vivendo o Tim, você já se pegou agradecendo ‘ainda bem que eu sou gordinho’?
Acho que na vida nada é por acaso. Na adolescência, eu pensava que não ia conseguir trabalho. Hoje eu tenho noção de que eu posso trabalhar e buscar personagens com o meu perfil. Dificilmente um galã magrelo faria o Tim Maia. Nesse caso, eu que estou me dando bem(risos). No caso do Tim, tive uma sorte porque raramente iam pensar em uma pessoa da família do Silvio Santos vivendo o Tim Maia. Um branco? Cantando Tim Maia? Talvez essa seja uma das surpresas para as pessoas quando me veem no espetáculo e não veem mais o branquelo neto do Silvio.

Você já sofreu preconceito por ser neto do Silvio Santos?
Acho que sofro um pouco até hoje. Acho que agora, as pessoas têm oportunidade de conhecer meu trabalho e perceber que, se estou aqui, é por um mérito, pelo meu esforço. Nunca tive nenhuma oportunidade só pelo meu sobrenome. Obviamente que as pessoas me olham com outros olhos: “Ele é neto do Sílvio Santos. Deixa eu ver o que vai sair daí” . Mas meu trabalho é completamente independente do meu sobrenome. Mas já ouvi pessoas do meio dizerem: “Ele só está na novela porque é neto do Silvio”, “Só está no ‘Miss Saigon’ por causa do Silvio”. Ninguém sabe que eu passei por sete testes, que foi o Tiago Santiago que me chamou para a novela porque foi me ver no teatro. As pessoas têm um pré-julgamento que me deixa muito triste, chateado porque me reduzem a um sobrenome. Mas, graças a Deus, estou tendo um reconhecimento que está fazendo as pessoas enxergarem o Tiago artista e não o neto do Silvio Santos.

O que o Silvio achou que você queria ser ator?
Quando decidi entrar para essa carreira, meu avô teve uma conversa bem severa comigo. Ele disse: “Você tem certeza que é isso que você quer fazer? Sua vida como meu neto já é complicada. Você entrando no meio artístico e sendo parente de uma pessoa pública, sua vida vai virar uma loucura. Você tem noção disso?”. Falei que não tinha noção de nada, mas que não conseguia me ver fazendo outra coisa. Não consigo me ver trabalhando em um banco ou atrás de uma mesa de escritório. Prefiria aprender a tocar violão e me apresentar ao lado da barraca de coco (risos).

Alguma vez ele já tentou te dar uma ‘cantada’ com algum emprego ou cargo no SBT?
Ele nunca falou abertamente sobre isso, me jogando uma bola. Mas sempre fui muito independente. Minha mãe sempre me orientou para correr atrás das minhas coisas. Claro que minha família me ajudaria se eu tivesse passando necessidade, mas nunca precisei do meu avô para fazer nenhum trabalho na minha vida. Quando me dei conta do que era ser de uma família como essa, me preocupei. Pensei: se um dia isso cair no meu colo, o que eu vou fazer? Fui estudar Rádio e Tv, para entender um pouco mais desse universo, mas sentia muita falta do teatro, e larguei para a fazer a faculdade de teatro, que acabei largando também para vir fazer a peça no Rio.

http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,56449710-TNH,00.jpgEle já veio te assistir?
Não veio ainda.
Não tinha ingresso(riso)?
Não(risos)! Falei com ele semana passada, e ele estava enlouquecido com compromissos profissionais. Ele vai esperar a reestreia aqui no Rio e, se não conseguir, vai esperar quando a gente for para São Paulo.

Por que tantos musicais no currículo?
Sempre fui fascinado pelos desenhos da Disney, desde pequeno. Sempre fui muito ligado à interpretação e a música. Meu primeiro trabalho, ainda no prézinho da escola, foi os “Saltimbancos”, do Chico Buarque. Depois, conheci uma escola voltada para musical e fiquei fascinado com a possibilidade de juntar interpretação, música e dança. Aliás, sou um bailarino frustrado (risos). Mas não sou só ator de musical, isso não impede de eu fazer outras coisas. Não sou ator só de musical, nem só neto de Silvio Santos (risos). Não gosto de rótulos.

Tem alguma das frases clássicas do Tim Maia que te inspira de alguma forma?
Acho que a grande frase do Tim, que resume o que eu estou vivendo, e o que era ele é: “Tudo é tudo, e nada é nada” (risos).

17 de agosto de 2011

Patrícia Abravanel, a filha sucessora de Silvio Santos

Patrícia Abravanel disse: "Não tenho os privilégios que todos pensam no SBT".

Demorou, mas Silvio Santos finalmente parece ter encontrado sua herdeira à frente das câmeras. Desde que entrou no ar em fevereiro como garota-propaganda, Patrícia Abravanel roubou a cena. E a moça tem se destacado rápido.

Foi escalada lugar fixo no “Programa Silvio Santos” e ganhou um programa para chamar de seu, o “Festival SBT 30 Anos”, que encerrou a primeira temporada no último sábado, mas fez tanto sucesso que, como a coluna adiantou, voltará em breve à grade da emissora se chamando apenas “SBT 30 Anos”.

Nos encontros semanais com o pai, Patrícia também tem rendido bons momentos, já que tem sido alvo de tiradas espirituosas.

Na noite deste domingo, exemplo, Silvio Santos disse em alto e bom som: “Aonde ela vai, quebra. Foi trabalhar no banco, quebrou. Tô até com medo que quebre aqui o SBT”. A apresentadora, no entanto, garante que leva tudo numa boa.

Simpática – tão logo chegou a um almoço oferecido pelo SBT a jornalistas juntou uma pequena multidão à sua volta -, Patrícia parece mesmo ter se encontrado.

E, com o começo das comemorações pelos 30 anos da emissora neste domingo, tudo indica que a veremos por bastante tempo na TV. Ela conversou com a coluna.

IG: Como é trabalhar com seu pai? Silvio Santos é um bom patrão?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Ele é um patrão gente boa. Sei que existe um monte de expectativas em mim por ser filha dele, mas tenho aprendido muito. É divertido!

IG: Ele é um pai durão?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Meu pai sempre quis que a gente fosse independente, nunca deu tudo na mão. A gente sempre teve de correr atrás do que queria e teve de conquistar as nossas vitórias. Ele sempre foi um homem muito justo. Em casa, a gente abraça e tudo, mas na TV é trabalho mesmo. Por mais que eu seja filha, lá ele é o chefe.

IG: Ser filha de Silvio Santos te deu algum privilégio?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Tenho salário e crachá como todo mundo, mas não tenho os privilégios que pensam não! Ainda não tenho vaga de estacionamento, não tenho camarim, não tenho luxo nenhum! Meu único privilégio é estar lá, experimentando! (risos)

IG: Como descobriu a vocação para a TV?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Sempre gostei de falar em público, perceber como as pessoas falavam. Estudei nos Estados Unidos, meu português ainda não é 100%, mas vou melhorar. Mas não achava que ia ficar bem no vídeo. Até que fui fazer um teste e ficou legal mesmo. Foi assim que começou.

IG: Você combina com seu pai as piadas que ele faz no “Programa Silvio Santos”?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Não! Muita gente pergunta isso, mas é tudo de improviso, tudo feito na hora mesmo.

IG: Algumas delas parecem até um pouco ousadas, deixam o público surpreso. Você não fica incomodada?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Nem um pouco! Para mim, no palco, ele é um personagem, não fico constrangida, não. É tudo na brincadeira. E acho que ele nem se liga quando fala algo mais pesado!

IG: E quando ele faz brincadeiras com as outras meninas do quadro?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Meu pai é uma pessoa muito séria, muito respeitoso com a minha mãe (a novelista Íris Abravanel). No camarim dele só entra ele e o diretor dele, não entra nenhuma mulher. Ele é um homem super família, não tem o que dizer dele. A gente sabe da idoneidade dele. Até por isso, não tenho ciúmes. Até brinco, chamo ele de “safado” no ar. É tudo uma grande brincadeira!

IG: Recentemente você gravou um piloto para o “Topa Ou Não Topa?”. Como foi?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Acho que fui bem. Melhor até do que imaginava, sabia? A plateia reagia bem, me senti à vontade. Se o programa voltar para a grade, vou adorar apresentar! Depois dessa experiência, percebi que gosto mais de fazer programas de auditório. Mas o “Festival SBT” também tem sido ótimo.

IG: Qual o maior desafio quando grava o programa do seu pai? O nervosismo ou as piadas dele?
PATRÍCIA ABRAVANEL: O maior desafio é conquistar a mulheres da plateia! Às vezes faço piada e elas não riem, fico me perguntando por quê! (risos) Mas ainda vou conseguir!

IG: Esperava muitas críticas quando estreou na TV?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Achei que seria massacrada. Mas graças a Deus foi tudo bem, fiquei surpresa.

IG: Em 2001, você ficou nacionalmente conhecida por um período traumático, quando sofreu um sequestro. O país inteiro parou e respirou aliviado quando você foi libertada. Não acha que o público já começou a nutrir uma grande simpatia por você ali, quando surgiu na varanda, feliz por estar novamente com a família?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Nunca parei para pensar nisso, sabia? Não sei, mas acho que pode ser. Aquele foi um ano intenso para o meu pai, né? Teve meu sequestro, a Casa dos Artistas… Acho que pode ser, sim, porque depois eu percebi o impacto que o caso teve. Se falou muito nele em todo o país e percebi que todos ficaram muito felizes mesmo por eu estar bem, graças a Deus. Mas também não acho que seja todo mundo. O que percebo pelo Twitter e por outras ocasiões é que nem todo mundo lembra de imediato disso. Quando as pessoas realizam vão pesquisar na internet sobre o assunto. É impressionante o alcance que isso teve.

IG: Considera o trauma superado?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Ah, sim. Completamente superado. Não penso muito nisso.

IG: Se vê como sucessora de Silvio Santos?
PATRÍCIA ABRAVANEL: Não. Não me vejo como sucessora. Me vejo como Patrícia, que está abraçando essa oportunidade que meu pai me deu, experimentando, vendo se o público vai me aceitar. Tem sido muito bom.

Fonte IG

14 de agosto de 2011

"A Record é uma emissora de primeira que não engata a segunda", dispara Daniela Beyruti

http://1.bp.blogspot.com/-H4pWU7xUbeQ/TfdxQ0q9AoI/AAAAAAAAXw8/z9OIIw7fadA/s1600/20090720120001%2521Daniela_Beyruti.jpg 
Filha número três de Silvio Santos, Daniela Beyruti abriu o jogo em entrevista à jornalista Cristina Padiglione do jornal "O Estado de São Paulo". No papo, a diretora artística e de programação do SBT fala sobre o pai famoso, carreira, família, concorrência e muito mais.

Confira os principais trechos:

Carreira: "A nossa criação é muito pé no chão. Meu pai é muito simples, se considera igual a todo mundo, acho que ele não enxerga o tamanho que ele é. Ele educou a gente assim. Nós ou as colegas de auditório eram a mesma coisa. Eu me apaixonei pelo SBT, não só por causa dele. Fui a que mais se apaixonou por televisão desde o início. Fui para os Estados Unidos indefinida, não queria admitir que eu gostava de comunicação.  Daí estudei, adorei ter estudado lá (Flórida) porque lá eu não era filha de ninguém. Foi uma oportunidade para eu me analisar."

Convivência com Silvio Santos: "O meu relacionamento profissional com ele sempre foi à base de muita conversa. Até antes de entrar no SBT. Tenho ele como um professor. Até porque quando converso com ele é tanta riqueza de conhecimento, que prefiro dizer: "estou pensando em fazer isso", e trocar ideia com ele. Às vezes ele deixa eu experimentar e às vezes eu tenho que dar razão a ele e dizer: "você estava certo"."

Briga pela vice-liderança: "Todas as pesquisas que a gente fazia mostravam que o telespectador achava que a gente estava demorando pra reagir, que a gente tinha parado de brigar, que a gente não estava na competição. Naquele ano [quando o SBT armou um contra-ataque em resposta à contratação de Gugu pela Record], essa movimentação de artistas deu um gás pro SBT. A gente tá vivo, a gente quer voltar a ter o que é nosso!" 

Perda do segundo lugar:  "A vida inteira a gente só lutou com o gigante [Globo], e a gente era o Davizinho ali, jogando a pedra, conseguindo pegar no calcanhar dele às vezes, e quando chegou um terceiro na jogada [Record], o SBT começou a olhar muito para o lado e se perdeu. A gente viu que estava com uma imagem muito ruim de mudança de grade, que sempre foi a nossa estratégia ao lutar com a Globo. Vindo a Record, a gente perdeu a mão na estratégia, mudou mais, mudou sem avisar, ficou um pouco mais ansioso."

Crise no Grupo Silvio Santos: "As empresas são super independentes. Mas quando o banco se foi, houve um aperto de cintos. A gente passou por um momento difícil, houve perda, mas, de todos os cenários que foram apresentados pra gente a solução que veio foi a venda do Panamericano, e o cliente viu que as empresas precisam agora viver e ser saudáveis, o SBT ganhou nova vida."

Artistas com contratos curtos: "Prefiro ter as pessoas trabalhando aqui com contrato indeterminado. O que a gente viu é que não adianta nem a emissora ficar presa nem o funcionário. Essa coisa de amarrar, se o profissional amanhã ou depois quiser fazer outra coisa da vida dele, ele tem liberdade."

Record: "A Record virou chacota, é uma emissora de primeira que não engata a segunda, é o que o mercado fala. Estudei a grade da Globo, é uma grade de acordo com o hábito da população brasileira, é uma coisa linda. Você vai no Projac, é uma estrutura de primeiro mundo, é uma fábrica muito bem feita. Eles têm os seus méritos e a gente sempre se enxergou como uma emissora mais nova que tinha mais a crescer."

SBT sem Silvio Santos: "Eu não fico pensando nisso. Minha forma de viver a vida é pensando no hoje. Vamos fazer planos pro SBT? Vamos. Mas ficar pensando no ruim, sofrer por antecipação, isso não."

* A entrevista completa de Daniela Beyruti ao "Estadão" está disponível na edição deste domingo (14) do jornal no caderno de TV ou no site www.estadão.com.br

Entrevista: Lívia Andrade diz que Silvio Santos frequenta seu camarim

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Lívia Andrade vive um bom momento em sua carreira. Aos 28 anos, a ex-Mallandrinha – que, em 2006 foi contratada pelo SBT para participar do humorístico A Praça É Nossa, e atualmente participa do quadro Jogo dos Pontinhos, no Programa Silvio Santos – é tida como uma das ‘queridinhas’ do Homem do Baú.

Ao contrário do que acontece no palco, onde é alvo de piadinhas maliciosas do patrão, nos bastidores do SBT ela tem uma ótima ligação com Silvio Santos. Lívia é uma das poucas artistas da casa que costuma receber a visita do todo poderoso em seu camarim.

“Ele chega sempre perguntando se estou bem, se ele exagerou em alguma brincadeira... Hoje, eu o vejo como uma pessoa normal e não como o mito que marcou a minha infância”, conta a atriz.

Nesta entrevista, Lívia Andrade fala da oportunidade de viver a personagem Dona Florinda, no especial Chaves em comemoração aos 30 Anos do SBT, confirma que está sendo cotada para protagonizar o remake de Carrossel e festeja ter conquistado o respeito da primeira-dama da rede, a novelista Íris Abravanel. Confira!

O Fuxico: Você foi a última opção para o papel de Dona Florinda no especial Chaves. Não ficou chateada?
Lívia Andrade: De jeito nenhum. Faria o papel de Barril se me convidassem. Esse é um projeto histórico e desde que soube que seria produzido sonhei em participar. Chaves é como Silvio Santos: todo mundo gosta.

OF: Você se tornou próxima do Silvio Santos e é tida como ‘queridinha’.
LA: É o que se comenta por aqui... (RS) O que acontece entre nós dois é uma química grande no palco. Sempre fui fã dele e sei que ele diz besteiras para animar a plateia. O público adora isso.

OF: Ele faz piadinhas picantes e faz comentários provocativos com você durante o quadro Jogo dos Pontinhos. Como seu marido reage?
LA: Confesso que no começo, ele não gostava. Então, resolvi trazê-lo ao SBT para acompanhar uma gravação. Estávamos no camarim quando o Silvio veio me cumprimentar. Eu o apresentei os dois e eles conversaram um pouco. Agora, ele adora o Silvio.

OF: E qual é a postura da Íris Abravanel, mulher do Silvio Santos?
LA: Eu tinha muito receio, sabe? Tinha medo de que ela encarasse aquelas brincadeiras de uma forma errada. Eu entro no clima e também provoco o Silvio. Mas aí, ela me chamou para participar da novela dela, Corações Feridos. Percebi que ela sabia que o Silvio vive um personagem e não tinha mágoa nenhuma daquela situação. Ela sabe que esse clima de descontração não vai acabar.

OF: Silvio Santos já te chamou de gorda, peituda, faz insinuações de que vocês têm um caso... Isso não te incomoda?
LA: Tudo não passa de uma grande brincadeira. No começo, ele vinha sempre ao meu camarim preocupado. Agora, eu o provoco. Há pouco tempo, ele comentou: 'Você me deu e eu gostei tanto que pedi mais'. Aí respondi: 'É que eu dou mais gostoso, Silvio!'. O que ninguém sabia é que eu o presenteei com chocolate na Páscoa. Ele gostou tanto, que me pediu mais uma caixa.

OF: Você costuma presentear seu patrão?
LA: Sim. Hoje, finalmente eu o vejo com um ser humano comum. Silvio Santos sempre foi meu ídolo e me parecia intocável. Aí, fomos nos aproximando e temos um bom relacionamento. Um dia resolvi dar um presente a ele para agradecer a propaganda que ele fazia da minha loja. Resolvi comprar um sapato, imaginando que ele daria à outra pessoa. Que nada! Tempos depois ele apareceu com o sapato no pé e perguntou onde eu tinha comprado. Adorou! Depois comprei mais uns seis pares para ele. O Silvio é um homem muito simples, do bem e me quer bem.

OF: Dizem que você está sendo cotada para protagonizar o remake de Carrossel...
LA: É o que dizem. Ainda não recebi nenhum convite oficial nem fiz teste. Adoraria viver a professorinha Helena. Sofri muito com o drama de Cirilo que era apaixonado pela mimada Maria Joaquina... Gente, não perdia um capítulo! Estou torcendo para dar certo.

OF:  Você atualmente vive um momento especial. Gravou Chaves e até assumiu o posto de Eliana.
LA: Só tenho que agradecer a Deus. Foram oportunidades muito bacanas que me proporcionaram. Adoro trabalhar no SBT, uma emissora que me recebeu de braços abertos, que me deu a chance investir na carreira de atriz, que até então se restringia ao teatro. E, agora, a oportunidade de ficar à frente de programa de televisão. A experiência foi rápida, porém, enriquecedora. Fazer parte da história da emissora é simplesmente um sonho.

Fonte Ofuxico

9 de agosto de 2011

Daniela Beyruti: ‘Discordar do meu pai é perda de tempo porque ele está certo na maioria das vezes’

http://colunistas.ig.com.br/natv/files/2011/08/daniela_beyruti.jpg 
Desde que entrou no SBT, Daniela Beiruty mudou a cara da emissora. Atraiu um público mais jovem com novidades como o “Ídolos” e, ao assumir o departamento artístico da empresa, tratou de acabar com a mudanças intempestivas de horário. Neste mês, quando vê o canal comandado pelo pai, Silvio Santos, completar 30 anos de história, ela sabe que há muito o que comemorar. O SBT vem recuperando a audiência perdida ao longo do anos e peitado a concorrência. Tanto que num vídeo exibido para a imprensa nesta quarta-feira, o canal brinca na vinheta mostrando a pequena Maisa dizendo que “tem canal que se diz de primeira, mas não consegue engatar a segunda”. Preocupada com o futuro da emissora, Daniela tem acompanhado de perto as atividades do laboratório de criação, responsável por novos programas, e planeja novidades para breve, como o reality show “Vivendo Com o Inimigo”. Muito solícita e visivelmente tímida, a executiva conversou com a coluna.

Desde que você entrou no SBT, acabou o troca-troca de horário, foram emplacados sucessos como o “Ídolos”. Isso se deve ao olhar de espectadora que levou para a TV?
DANIELA BEYRUTI: Não necessariamente. Os horários se estabilizaram antes, em 2008. (risos). Mas a gente se baseia muito em pesquisas. Passamos horas debruçados sobre esses estudos, brinco que pesquisa para a gente é terapia.

Foram somente as pesquisas que fizeram com que o beijo gay entre homens fosse vetado de “Amor e Revolução”?
DANIELA BEYRUTI: A decisão foi tomada baseada em pesquisas. Elas disseram que o assunto era considerado totalmente irrelevante pela nossa audiência.

Houve quem dissesse que o corte se deu por motivos religiosos, muito disseram que o corte reforça o preconceito.
DANIELA BEYRUTI: A gente tenta ser sensível a todo esse público que as pesquisas nos mostram no sentido de agradar, mas, às vezes, para agradar uns, a gente tem de desagradar outros. Sabemos que falamos para falar a uma grande massa de pessoas, tem dessas coisas.

Outra polêmica recente foi o caso do “Qual É O Seu Talento?”, acusado de plágio. O programa continuará no ar?
DANIELA BEYRUTI: Ele fica no ar pelo menos até o fim do ano. Mas acho muito injusta essa acusação. Se a gente olhar lá para trás, nos anos 80 já se fazia isso no “Show de Calouros”, por exemplo. No formato do exterior são apenas três jurados, nós temos quatro. Não temos o grande X na bancada. Lá, eles transformam tudo num grande show, tudo grandioso. Aqui, a gente só tenta fazer um programa, nada tão grande. Claro que podem achar semelhanças, mas se a gente viaja para uma feira de TV lá fora a gente vê dez formatos praticamente iguais, com a mesma ideia.

Pensa em voltar com a “Casa dos Artistas”?
DANIELA BEYRUTI: Pessoalmente, não. Acho que seria mais do mesmo. Não teria nada de diferente, seria o mesmo programa de confinamento, no mesmo moldes dos que já existem, sem oferecer nada de novo.

Quem vai ser a professora Helena no remake de “Carrossel”?
DANIELA BEYRUTI: Sabe que até eu tô curiosa? (risos).

É verdade que a ideia de produzir um remake da novela foi sua?
DANIELA BEYRUTI: Sim. Comecei a lembrar da nossa história e acho que “Carrossel” tinha tudo a ver. Quando foi exibida a novela trouxe à tona a liberdade, a alegria. Era uma coisa quente. “Carrossel” simboliza o conceito de família, que é exatamente como nos sentimos no SBT. Tem tudo a ver com esse momento em que completamos 30 anos.

Você é uma assídua frequentadora do Twitter (@danibey), mas nos últimos tempos tem usado menos o microblog. Por quê?
DANIELA BEYRUTI: Quando entro no Twitter, não sou mais a executiva do SBT. Sou que nem todo mundo, me empolgo, gosto de responder a todos e acabo me empolgando. Já aconteceu de várias vezes divulgar coisas que ainda não podia e levar puxão de orelha no dia seguinte! (risos). Gosto daquela energia instantânea.

Acha que as pessoas têm medo de você no SBT por ser filha de Silvio Santos?
DANIELA BEYRUTI: Olha, eu espero que não tenham medo de mim. Gosto de fazer parte do processo, não me acho melhor do que ninguém. Sou uma trabalhadora de chão de fábrica como todo mundo, é assim que gostaria que me vissem.

É muito difícil lidar com seu pai? O que acontece quando discordam?
DANIELA BEYRUTI: Olha, eu sinto que tenho tanto a aprender com ele, que às vezes acho que discordar, bater de frente, é perda de tempo. Até porque, nas vezes em que isso aconteceu, foi assim: ele me dizia que não achava legal a minha ideia, que não parecia que daria certo. Mas eu insistia e então ele deixava. E não é que dava errado mesmo? Ele estava certo o tempo todo! (risos).

Acredita que a crise financeira das empresas do seu pai passou?
DANIELA BEYRUTI: Acho que sim, o pior já passou. (pausa e, apesar da insistência da coluna, simpaticamente declina de falar mais sobre o assunto).

Por que Silvio Santos ficou de fora das comemorações? Por que ele não dá mais entrevistas?
DANIELA BEYRUTI: A gente decidiu em conjunto que não. Olha, além de filha, eu também sou fã e estudante de comunicação! Também adoraria vê-lo dando entrevista para Marília Gabriela, ver filmes e livros sobre ele. Mas talvez ele ache que já tenha dado muita entrevista, talvez queira ficar quieto, não sei.

Uma última pergunta: já parou para pensar em como será quando seu pai não estiver mais à frente do SBT? Já pensou sobre isso?
DANIELA BEYRUTI: (Daniela pensa demoradamente, parece se emocionar e delicadamente diz ao colunista:) Posso te responder essa pergunta numa outra oportunidade?

Fonte IG

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