"Encontramos esse cheque justamente no momento em que se tentava fazer uma votação entre os vereadores para levar adiante um estudo de solo (para os projetos da termelétrica)", disse o vereador Omar Luz ao jornal chileno El Mercurio.
A Prefeitura de Copiapó, por sua vez, afirmou que o prefeito está "tranquilo e espera que a denúncia seja esclarecida em breve para comprovar sua absoluta inocência".
A Suprema Corte do Chile rejeitou, no ano passado, por decisão unânime, o projeto do complexo termelétrico, que seria localizado na costa da região do Atacama, a 800 km da capital chilena, Santiago. A central teria uma capacidade instalada de 2.100 megawatts (MW) e precisaria de um investimento de R$ 11 bilhões (US$ 5 bilhões).
A central seria a maior unidade de produção de energia a partir de carvão na América do Sul. Segundo a Suprema Corte, a MPX Energia, de Eike Batista, e a alemã E.ON., também envolvida no projeto, deveriam apresentar um estudo ambiental conjunto.