Após experimentarem uma vida de luxo e conforto inimaginável para 99,9% da humanidade, super-ricos de outros países tiveram quedas ainda mais duras que as do magnata brasileiro.
Alguns chegaram a ter a falência decretada. Outros, terminaram atrás das grades e apenas um conseguiu se reerguer e voltar ao posto de bilionário. Confira abaixo a história de quatro desses bilionários que passaram por crise:
Proveniente de uma família humilde do condado irlandês de Fermanagh, Quinn abandonou a escola aos 14 anos. Ele começou a ganhar dinheiro com uma pedreira na fazenda de sua família e em quatro décadas construiu um conglomerado que ia do ramo de seguros a fabricação de cimento.
O Anglo terminou sendo nacionalizado em 2009, recebendo bilhões em aportes do governo irlandês. E Quinn teve a falência decretada em 2011.
Hoje, segundo o Irish Banking Resolution Company (IBRC), o ex-bilionário teria dívidas de US$ 2 bilhões, embora ele conteste tal valor na Justiça.
No ano passado, um de seus cinco filhos e seu sobrinho foram condenados a três meses de prisão por tentar esconder do IBRC - novo controlador do império empresarial dos Quinns - uma série de ativos da família.
Quinn passou nove semanas na prisão entre o fim do ano passado e início deste ano pelo mesmo motivo.
Mas em seu país o ex-magnata ainda divide opiniões. Os que o defendem lembram que ele ajudou a criar milhares de empregos na Irlanda e alegam que teria sido um bode expiatório para executivos do mercado financeiro envolvidos na crise do Anglo.
O texano Allen Stanford construiu sua fortuna no setor imobiliário nos EUA no início dos anos 80. Em 1985, ele abriu o Stanford Financial Group - instituição financeira que chegou a administrar ativos de mais de US$ 30 bilhões, de clientes de 140 países.
A queda do bilionário foi precipitada em 2009 por um escândalo desatado por acusações de fraude contra seu banco. Stanford foi detido e, em junho do ano passado, terminou condenado a 110 anos de prisão.
A conclusão das investigações é que ele teria desviado US$ 7 bilhões de seus clientes em um período de duas décadas, no que foi descrito como um dos maiores esquemas de fraude da história dos EUA. O titulo de Sir foi anulado.
Após ser condenado por fraude nos anos 90, quando era executivo de uma companhia de navegação, Bjorgolfur mudou-se da Islândia para a Rússia onde montou uma cervejaria de relativo sucesso, que acabou sendo vendida para a Heineken.
A fortuna de Bjorgolfur se multiplicou com os negócios do banco e, nos tempos de bonança, ele comprou um time de futebol inglês - o West Ham.
Bjorgolfur chegou a ser o segundo homem mais rico de seu país - com uma riqueza pessoal estimada em US$ 1,1 bilhão, em março de 2008. Thor, seu filho, era o primeiro.
O magnata foi, porém, uma das vítimas da crise financeira global, que teve um grande impacto sobre o sistema bancário islandês. Já em dezembro de 2008 a estimativa da Forbes era de que a fortuna do islandês havia caído para zero.
No ano seguinte, Bjorgolfur decretou falência e acabou tendo de vender o West Ham. Thor, porém, continuou entre os mais ricos da Islândia.
Em 8 de novembro de 2010, o Grupo Silvio Santos entra em crise financeira por conta de um rombo ocorrido no Banco PanAmericano, também pertencente ao grupo. O prejuízo dado pelo banco somou uma quantia próxima a R$ 2,5 bilhões, o que provocou a necessidade de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito para recuperar o banco.
Em razão desse empréstimo, o Grupo Silvio Santos colocou como garantia para pagamento do empréstimo algumas empresas do grupo, incluindo o SBT, a Jequiti Cosméticos e o Baú da Felicidade, agravando a crise em que a emissora entrou a partir de 2007, quando perdeu a vice-liderança para a Rede Record. O prazo para pagamento desse empréstimo seria de 10 anos.
Em 1 de fevereiro de 2011, Silvio Santos anunciou a venda do Banco PanAmericano ao BTG Pactual , por R$ 450 milhões.
Em 13 de junho do mesmo ano, o Grupo Silvio Santos anunciou a venda da rede "Baú da Felicidade" ao Grupo Magazine Luiza. A rede desembolsou R$ 83 milhões pelo Baú, em uma operação envolvendo 121 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, segundo fato relevante ao mercado. Além disso, o Magazine Luiza adiciona 3 milhões de clientes à sua base de cartões.
Já em fevereiro de 2013 recuperado da crise a revista Forbes divulgou um levantamento em que o patrimônio de Silvio Santos gira em torno US$ 1,3 bilhão (equivalente a cerca R$ 2,5 bilhões), o que o coloca na lista dos homens mais ricos do mundo.