12 de junho de 2011

Carlos Artur Thiré fala dos conflitos sexuais de seu personagem em "Amor e revolução"

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Interpreto o diretor do Grupo de Teatro da novela, e na vida real também sou diretor teatral. Então interpretar o Duarte é dirigir atuando, ou, atuar dirigindo. O engraçado disso tudo é que pessoalmente eu sou muito mais teatral quando estou dirigindo do que quando estou atuando. Deu pra entender?...

Portanto, o CHICO DUARTE é um presente que Tiago Santiago me deu. Primeiro por pertencer a uma obra que conta a história do país. Segundo porque DUARTE tem um conflito interno, pessoal, difícil. No qual muita gente se identifica. Porque é um assunto difícil de lidar. E que está sendo posto para fora ao longo da trama. Isto dá margem a desafios. DUARTE começou namorando a MIRIAM, e sempre que tomava um pileque, dava em cima dos garotos do grupo. Agora ele assumiu que é homossexual. E levanta sua opção por assumir, como uma bandeira libertadora. Ele conseguiu tirar o peso do preconceito dos ombros e se permitir investigar sua sexualidade. No caso, seu homossexualismo. E com isto, ele descobrir o amor.

Agora o que o DUARTE mais quer é por esta sua experiência de libertação, na arte, através do espetáculo que está criando com MÁRIO.

Através deste blog, vocês podem me auxiliar a acertar cada vez mais a mão do meu trabalho. Comentem.

E: eu não fazia novela há 12 anos. A parte da convivência com os colegas e com o público neste trabalho está sendo uma delícia. Que equipe unida! Quanto prazer em ir trabalhar. Isto é uma benção. Foi o prazer, aliado ao profissionalismo, com os quais o Madureira, o Boury e o Tiago nos receberam, na primeira semana de workshop. Impregnaram o bom clima nos bastidores para toda a novela.

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