“A cena já está escrita. Decidimos avisar o espectador quando essa seqüência irá ao ar. Desta forma, daremos a chance a quem não quiser assisti-la poder trocar de canal. E vice-versa. Respeitamos a opinião do público. Mas levar ao ar o primeiro beijo gay de novela é motivo de orgulho. Foi um passo adiante para a aceitação e reconhecimento dos direitos dos homossexuais, além de um avanço na luta contra a homofobia. Foi um momento histórico, de verdade”, comemora o autor.
Previsto para ir ao ar até o início de julho, romance entre Jeová (Lui Mendes) e Duarte (Carlos Thiré) acontecerá aos poucos. E não deve ser nada escandaloso. Santiago conta ainda que Amor e Revolução trará ainda um triângulo amoroso entre Luis (Elcio Monteze) que gosta de Marta (Dani Moreno) que gosta de Bete (Natalia Vidal) que gosta de Luis.
“Silvio Santos me deu carta branca para conduzir a novela do jeito que eu achar melhor. E é o que estou fazendo. Na minha carreira, não medirei esforços para crescer a audiência de Amor e Revolução até dezembro”, promete.
Com novas cenas de ação, pitadas de violência e paixões avassaladoras, o novelista não teme enfrentar a ira de parte do público. Ele garante que o apoio tem sido bem maior que as críticas.
“Após exibir a cena do beijo gay, recebi centenas de mensagens de aprovação e apenas uma que me chamava de "depravado" e nojento... E mais uma provocação do Aguinaldo Silva, que é um querido mestre. Isso não me. Agradeço a ele por ter aberto o caminho.”