Quem viu Afanásio Jazadji fazendo comentários no “Boletim de Ocorrências” do SBT, que garantiu 5 de ibope dois dias seguidos, viu um Afanásio estranho, com os cabelos jogados pra frente, mais parecendo mistura de um personagem de luta-livre dos anos sessenta com um cantor argentino.
Quem será que teria tido essa ideia de tentar criar um personagem de tal monta na televisão? Não posso acreditar que tenha sido ideia do nobre diretor de jornalismo, Paulo Nicolau, pois não credito a ele uma criatividadade muito arrojada.
Se foi ideia do próprio Afanásio eu até acredito, mas acho que foi um ato exagerado que tira a atenção do assunto mostrado pra dar atenção ao figurino do personagem. Falta, pra completar tal personagem estranho, tipo lutador de luta livre, que Afanásio entre em cena com um sobretudo negro e uma echarpe da mesma cor.
De toda forma, continua absurda a participação de Joyce Ribeiro apresentando o programa. Ontem, numa tentativa de participar dos comentários de Afanásio, a jovem jornalista foi pior do que apresentando. Deixem Afanásio livre no horário das sete e deixem Joyce sozinha no Boletim das Dez.
A questão que fica é que se a escolha dos apresentadores é de incumbência do diretor geral de jornalismo, Paulo Nicolau, os fatos demonstram uma escolha equivocada ao colocar uma apresentadora ao lado de Afanásio tirando-lhe o torque do desenvolvimento do programa.
Se a ideia não foi de Nicolau, estaremos numa situação onde o diretor nacional de jornalismo não tem o poder de escolha de nada, o que é triste em se tratando de uma rede de televisão do porte do SBT.
Por: James Akel