"É a maneira mais barata de atingir a população", afirma Luiz Lara, presidente da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade).
Os anunciantes com foco nesse público preferem os intervalos de jogos de futebol, novelas e reality shows.
Mas quem procura atingir em cheio a classe C investe mesmo nos merchandisings. De acordo com pesquisa do Data Popular, 45% da classe C confia em produtos anunciados por apresentadores durante seus programas.
E vale tudo para saber como vender, até publicitário fazendo imersão na casa de consumidores.
"É importante se conectar ao mundo real. Hoje não basta dizer com um megafone: "TV com 20% de desconto em 12 vezes'", explica Cyd Alvarez, presidente da ABP (Associação Brasileira de Propaganda). E tanto interesse em anunciar para a classe C influencia a programação?
Octávio Florisbal, diretor-geral da Globo, diz que sim. A opinião é compartilhada por Mônica Pimentel, da Rede TV!, Fernando Sugueno, da Band, e Daniela Beyruti.
"Não se faz programação sem considerar a demanda comercial que cada produto poderá gerar. Quem segue no caminho contrário não necessita de receita", afirma Beyruti (foto), do SBT.
Fonte: Folha de São Paulo