10 de julho de 2011

Daniela Beyruti: "Não se faz TV sem considerar a demanda comercial"

http://1.bp.blogspot.com/-YVwnaLZgO2w/TV6OVaTjMhI/AAAAAAAAK0Y/nKDwqMzXDxc/s1600/daniela.jpg 
Se a classe C é hoje a dona do dinheiro, é para lá que a publicidade irá. Atualmente, a TV aberta abocanha 64% do bolo publicitário.

"É a maneira mais barata de atingir a população", afirma Luiz Lara, presidente da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade).

Os anunciantes com foco nesse público preferem os intervalos de jogos de futebol, novelas e reality shows.

Mas quem procura atingir em cheio a classe C investe mesmo nos merchandisings. De acordo com pesquisa do Data Popular, 45% da classe C confia em produtos anunciados por apresentadores durante seus programas.

E vale tudo para saber como vender, até publicitário fazendo imersão na casa de consumidores.
"É importante se conectar ao mundo real. Hoje não basta dizer com um megafone: "TV com 20% de desconto em 12 vezes'", explica Cyd Alvarez, presidente da ABP (Associação Brasileira de Propaganda). E tanto interesse em anunciar para a classe C influencia a programação?

Octávio Florisbal, diretor-geral da Globo, diz que sim. A opinião é compartilhada por Mônica Pimentel, da Rede TV!, Fernando Sugueno, da Band, e Daniela Beyruti.

"Não se faz programação sem considerar a demanda comercial que cada produto poderá gerar. Quem segue no caminho contrário não necessita de receita", afirma Beyruti (foto), do SBT.

Fonte: Folha de São Paulo

Anuncio