
Além de matar a saudade dos fãs, a reexibição de “Ana Raio e Zé Trovão” desde segunda-feira no SBT, está servindo também para fazer o público se perguntar por onde andam os protagonistas da trama, Almir Sater e Ingra Liberato, ambos afastados da telinha há algum tempo.
Mesmo tendo feito outras pequenas participações na TV depois disso, Almir decidiu deixar a carreira de ator de lado para dedicar seu tempo ao que mais gosta: compor, tocar sua viola e fazer shows Brasil afora.
— Não tenho mais vontade de fazer novela, de ter aquele compromisso diário. Não quero ter patrão. Para quem gosta do meu trabalho, a música satisfaz. Na época de “Ana Raio”, ainda colhia o sucesso de “Pantanal” e não podia fazer shows — conta o cantor, de 53 anos, que se apresenta dia 6 de agosto no Citibank Hall, na Barra.
Mas isso não significa que Almir se arrependa da experiência na televisão:
— Foi maravilhoso. O (diretor) Jayme Monjardim foi corajoso, um visionário. E, se a novela está sendo reprisada 20 anos depois, é sinal de que a arte perdura.
Ingra Liberato, que até hoje é chamada de Ana Raio nas ruas, também tem boas lembranças daquela época:
— A novela fez com que eu me apaixonasse por cavalos. Parei de atuar e fiquei quatro anos criando animais e estudando linhagens.
Morando em Porto Alegre desde 2001, a atriz de 44 anos passou a fazer mais trabalhos no teatro e no cinema. Envolvida na filmagem dos longas “O carteiro”, de Reginaldo Faria, e “Amores raros”, de Tania Lamarca, Ingra tem se dividido entre os sets em Florianópolis e Vale Vêneto, no interior do Rio Grande do Sul.
Por conta disso, ela deu uma pausa na peça “Inimigas íntimas”, que ela produz e na qual atua há três anos. Mas vai retomar o espetáculo em breve.
— Gosto da dinâmica da TV, mas tem que ser um trabalho bacana — diz ela, que tenta arrumar um tempinho para assistir à reprise: — Foi uma novela feita com muita paixão, especial. E, agora, meu filho Guilherme, de 6 anos, vai poder me ver na televisão.